magiaO sítio onde habitualmente o meu animal de oito patas se recreia serve igualmente diversos pares de cães e donos, curiosamente cada um na sua vez, como se já conhecêssemos os horário de cada um. O espaço tem diversas funções - aprendizes iniciais de condução automóvel que considero particularmente perigosos quando vejo chegar casais de meia idade aos berros; há ainda outros aprendizes, muito mais pequenos, de bibicleta, devida e profusamente equipados e que passam mais tempo no chão do que montados mas que vêm apenas ao fim-de-semana.
O que é mais estranho são os conjuntos que por vezes aparecem pela manhã: velas acesas ou já derretidas encostadas a palmeiras, com cocos partidos em partes iguais; pedras queimadas em círculo; ou aparatos como o da foto - cinco rosas vermelhas voltadas para o mesmo lado, uma vela a arder e uma garrafa de cachaça.
Passados dois dias, a garrafa desapareceu e tenho para mim que não foi truque de magia.
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