minha casinhaPor estes dias, tenho a sensação de morar num pardieiro. Desculpem quem me lê, se me lê, e me repito. A minha casa continua num sexto andar, não se moveu nem um centímetro, nem sequer foi solidária. Encontro os meus vizinhos na escada, onde paramos para conversar enquanto retomamos fôlego. É aliás, graças a esses momentos, que noto que mora cá mais alguém além de mim. Já não se ouve o sobe e desce do pesado elevador, já não se batem portas porque se anda cansado demais para tamanha ousadia.
Aproveitam-se as saídas para se levar tudo o que é necessário para o dia; isso obriga a repensar a rotina e com os inerentes resultados positivos.
Recentemente instalou-se um sistema económico/lógico (sim, isso tudo) de iluminação na escada que liga apenas quando é necessário. O sistema que todos elogiámos, deixa-nos agora poucas alternativas: ou se desce e sobe rápido ou se fica às escuras. Além de tudo o que carregamos, inserimos nos bolsos mais um objecto: uma lanterninha.
Dói-me a perna ex-partida e aparafusada; fico grata pelo exercício grátis que não faria no ginásio. Nenhuma aula de step sortiria este efeito de chegar cá acima e continuar para o sétimo porque se tem fôlego.
Quer isto dizer que estou no bom caminho na estrada da minha recuperação a nível muscular? Talvez. PT, é verdade?





















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