28 novembro 2009

m gosto

uma das coisas que mais prazer me deu ver recentemente foi a pintura de Eduardo Batarda que ainda estará no Palácio Anjos em Algés. Não, não gostei de tudo; detestei a sua pintura. Gostei, sim, do desenho minucioso contornado a traço preto, as cores fortes, as planos anulados, a perspectiva distorcida.

Da sua incursão pela bd resulta qualquer coisa que não sei se é apenas banda desenhada ou pintura (quase) abstracta. Seja o que for, é lindo!


25 novembro 2009

mercearia do sindicato

Atrás do balcão, isto é, na televisão, está um senhor de olhos esbugalhados e uma espécie de proa na testa que lhe fica pessimamente. Fala desenfreadamente de professores, ministra, acordos, contrapartidas, dou-te isto e tu dás-me aquilo. Com aquele ar de merceeiro em rota de falência, ainda há quem o oiça?
dom da palavra (nova)

Ao léxico comum do professor baralhado, acrescente-se a profissão de pintógrafo, que unifica a de pintor com a de tipógrafo e que era desempenhada, por exemplo, por William Blake, ou Morris, tanto faz que ambos eram multifacetados e com obras fascinantes.

Blake:











Morris:

22 novembro 2009

ustificação de falta

Quando os blogues ficam ao abandono, alguma coisa aconteceu. No meu caso, a ocupação impeditiva é facilmente provada. Vejamos alguns exemplos:
























































E como diria Angel, que anda caladinha vai para cinco semanas, há sempre um cão...

16 novembro 2009

az à sua dourada alma

"tem algum coker é para um menino de 8 anos que o nosso morreu dourado".

E penso: uma pessoa que escreve assim terá capacidade para tomar conta de um cão, ou apenas de um menino de 8 anos? Terá sido por isso que o dela morreu dourado?

15 novembro 2009

or falar em endereços

Queríamos provar-te que aprendemos a lição enviando-te um email, mas aparece uma mensagem que diz "endereço de correio inválido", não percebo porque é que www.eslindavelha.net não dá....

08 novembro 2009

mália, drugada de alfama

Assim que me vi livre do vírus que me fez permanecer num estado de ora-tenho-febre-ora-não-tenho que me arruinou uma semana, acorri a fazer uma vontade à minha mãe. Não foi para recompensá-la dos cuidados de enfermagem que me prestou que nos deslocámos a dois locais distintos onde decorrem as manifestações de homenagem a Amália. A exposição na Central-Tejo nada acrescentou àquilo que se viu no CCB, embora no meu ponto de vista qualquer exposição seja valorizada pela excelência do próprio espaço.
A diversidade de obras e suportes mostrados tiram qualquer sombra de fastio - música, discos, cartazes, roupas, jóias, fotografias, filmes... Já a organização dos pontos de audição da música deixa muito a desejar - quatro colunas colocadas a meio metro de distância numa mesma parede provocam uma tal poluição sonora que torna qualquer uma inaudível.
Os corações de Joana Vasconcelos são a única coisa que vale a pena ver na secção "Amália sob o olhar dos artistas de hoje". Quanto ao resto... que dizer daqueles olhares? Serão vesgos?