que é que dá hoje?Michael Jackson morreu e o meu cão não sabe. Deve ser dos poucos seres que não sabem, embora não se fale doutra coisa na televisão. O meu cão tem um gosto selectivo, não vê qualquer coisa. O Sócrates é-lhe indiferente e não sei se gosta das tardes da Júlia porque não estou cá para ver mas, não raro, estão os dois (Kiko&Lolita) em frente à televisão quando chego a casa. Não sei se é porque o sofá está virado para a tv ou e se é porque o comando costuma estar em cima do sofá...
Diversas são as opiniões acerca da questão, mas os factos são incontornáveis. Os cães vêm a cores e têm capacidade para ver televisão, embora o faça de modo diferente do nosso. Na sua versão reduzida do espectro visível de cores pelos humanos, havia de retirar-se verde, vermelho e amarelo, que são cinza para eles.
Além disso, a visão do cão não tem a capacidade cinemática da humana (seria preciso que a imagem passasse mais lentamente para que a apreendessem como tal).Porém, os cães não estão preocupados com a significação, tanto lhes faz distinguir contornos e formas; nenhum dos meus dois cães reparou que eu cortei extremamente o cabelo e não querem saber se as cores de que me visto jogam bem. A eles interessa o movimento, principalmente o movimento de me dirigir às trelas, mas esse movimento torna-se mais importante se estiver associado a um som: Ai o som das chaves!
O Kiko era fanático do extinto "Tinoni e Companhia". Bastava aumentar ligeiramente o som da televisão para que ele galgasse dois andares e se atirasse ao ecrã. Esse programa era patrocinado por uma companhia de seguros e ele conseguia reconhecer essa música noutro contexto.
Outro género seu favorito é a programação do National Geographic, como pode comprovar-se na imagem junta, principalmente felinos, mas também cavalos, javalis, suricatas...





















