18 maio 2010


inda?

Neste universo reduzido em que actualmente me movo continuo desagradavelmente surpreendida - estou atenta aos objectos e espaços com os quais nunca tinha privado nesta óptica, de utilizadora com limitações físicas. As dificuldades nas acessibilidades estão mais presentes do que se julga e eu pensava que se andava no bom caminho. Vejamos apenas dois exemplos.

Grande parte das ambulâncias dos bombeiros destinam-se ao transporte de doentes: em macas , em cadeiras e rodas e a pé. Andar de cadeira de rodas foi uma experiência penosa e é-o em canadianas. A maior parte (já) não têm degrau amovível e no seu lugar existe um banquinho artesanal, feito por um qualquer bombeiro (pouco) habilidoso onde assenta com dificuldade um pé saudável.
As descidas da ambulância são um salto para o abismo.

Mesa de café num bar do hospital de Cascais, que ainda nem um ano fez: mesa retro, de plástico azul. Superfície: rugosa, altamente texturada. Porquê? Porventura o edifício abana? Superfícies onde poisam alimentos exigem-se lisas, facilitadoras da limpeza e desinfecção. Líquidos derramados ali ficam a secar, a entranhar-se naquelas bolinhas que já devem estar carregadinhas de bactérias...

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