ali na pracetaViam-se mal a cor e a forma mas o automóvel, preto, estava carregadinho de pó embora coberto com um pano de algodão às flores. Deixei-o coberto mas meti-me nele, esgueirando-me para lugar do condutor, com alguém indefinido ao meu lado.
Estava estacionado numa praceta onde teria havido uma enorme explosão, com feridos e muito bombeiros em seu auxílio. Era de noite e chovera muito. Havia bidões espalhados pela praceta e no chão havia marcas de rodados de carros à mistura som largos riscos brancos - tudo isto lá estava antes da explosão.
O meu carro não queria arrancar e acusei o pedal que foi ganhando forma de gente e era alguém que estava no banco atrás de mim - um homem de olhos castanhos e cabelo ondulado. Para olhar para ele rodei o pescoço 180º no sentido vertical e fixei-o nos olhos; ele soltou uma sonora gargalhada trocista e recostou-se.
Arranquei a grande velocidade e contornei os grupos de polícias e pessoas em traje de dormir, ganhando velocidade descontroladamente. O carro ia perdendo peças, senti o volante a soltar-se e o travão estava frouxo; gritava acusando alguém sem forma nem nome que me tinha sabotado o carro pela segunda vez. Em roda livre, fazia peões e as pessoas corriam tão desesperadas quanto eu. Acordei com os meus próprios gritos alucinados.
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