relatividade das coisasVejamos o meu traje de hoje: calça preta baratucha com fitilhos, camisola com um enorme boneco infantil, sapatilhas douradas com a pontamentos vermelhos e soquetes roxos. Impensável em mim? Inaceitável? Era. Confortável? Agora, siiiim. O conforto justifica. O conforto e a necessidade relativizam o bem parecer. Olhando melhor, a subtil risquinha da camisola condiz com o soquete...
A pessoa com quem vivi durante 18 anos costumava dizer que, se lhe saísse o euromilhões deixava de trabalhar; nunca mais apostei em jogo nenhum, pois isso era coisa que eu não desejava. Agora, estou sem trabalhar e não me saiu o euromilhões (e nem poderia...)
Não me queixo - ainda não tive tempos mortos. Muitas pessoas, quase todas as que me telefonam para saber do meu estado de saúde e anímico, acham que devo estar farta de não ter nada que fazer. Enganam-se redondamente: eu tenho muito que fazer (escrever posts parvos, por exemplo). Outras dizem "quem me dera ter o tempo livre". Enganam-se todos, estão todos enganados.
Estou fora do circuito do trabalho condicionado mas isso ser mau, é relativo...
Tenho todo o tempo para fazer as outras coisas que queria fazer antes e que por fala de tempo não fazia. Mas ter todo o tempo e não ter horários é bom? Isso é relativo...
Acelerar está-me no sangue mas não adoptarei mais o ritmo alucinante que trazia antes de me derrubarem.
Então agora adeuzinho, que tenho que muito que fazer.
4 comentários:
"Acelerar está-me no sangue mas não adoptarei mais o ritmo alucinante que trazia antes de me derrubarem."
aham aham cof cof
Tás com tosse?
Esqueci um asterisco: *no que à escola diz respeito.
Juro*
*(fisga)
ah e tal!!!!:))) ^ ^
«._.»
:
( )~
.
ô_ô
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