06 outubro 2010

bservatório


Deste meu lugar cimeiro, observo coisas estranhas.
A senhora do quarto andar pendura no estendal a Dica da Semana todas as semanas; o jornal aberto como se para pardais leitores fosse.
A senhora do sexto andar tem afixados na porta três papelinhos brancos: as contagens do gás, luz e água. Muda os papeis frequentemente, presumo que actualizados.
O senhor do segundo andar estende a roupa com tiques obsessivos, demasiado oedrnado, por cores e peças.
O senhor do quinto andar não precisa de muletas mas não sai sem elas. Diz que lhe dão confiança. Cá para mim, amparam-no em caso de ver o chão andar à roda...
Estava eu nestas maquinações quando fui acordada pelo besouro da porta. Uma voz masculina dizia: - É a polícia. É favor vir cá abaixo.
Desci com o coração aos pulos. Que crime teria eu inocentemente cometido? Estava quase a ter uma apoplexia no elevador. Por momentos, pensei que o meu post anterior me metera a braços com o terrorismo organizado.
- É capaz de tirar o carro daqui? É que este senhor quer sair e a sua viatura está a impedir a passagem.
- !?. !

4 comentários:

lara_1012 disse...

mas quem era? o homem das muletas?

Anónimo disse...

tu a trancar 1 bezinho????cn

josépacheco disse...

Estavas realmente a bloquear a saída de um desgraçado? Aposto que não era nenhum cãozinho!

Unknown disse...

Se fosse um cão ladrava! O meu veículo tinha o nariz 20 centímetros fora da coluna. Talvez impedisse o veículo de um morcão sair, sim. Mas não ganhei para o susto.