ã? como?Entro no prédio e acelero o passo desejando ter passado despercebida. Não consegui. Fujo dela há meses. Colou-se-me até ao meu piso; colou-se-me até à porta; colou-se-me porta adentro. Contou-me sumariamente (nas suas palavras) a sua vida. Os problemas com um filho enooorme mas pequenino e dependente; que passa mal, que não tem com quem falar; que precisa de companhia, de ajuda, de alguém que a oiça; que passeie com ela; que a ajude a organizar a casa.
A cada frase, dizia: - hã? como? E eu, pensando que ouvia mal, repetia as minhas curtas interjeições. E ela: blá bla blá... hã? como? É duro, não acha? Foi aí que percebi o que era aquilo...
- Domingo está livre?! Podíamos ir passear, conversar as duas...
- Hã? como?!
Sem comentários:
Enviar um comentário