15 outubro 2011

econstrução

Alguma da obra de Vik Muniz, em exposição no Museu Berardo, não se deve deixar de ser vista. O filme abaixo tem uma hora e meia de material inusitado, importante em termos artísticos mas fundamental enquanto documento social.
Vik destrói as tradicionais concepções de arte, desmonta a nobreza dos materiais explora o quotidiano, o fugaz e tira proveito do que no quotidiano em lixo se transforma; usa o desperdício como matéria construtiva sem nunca mostrar a verdade, o original, o ponto de partida. Deixa que sejamos nós a descobri-lo.
É ou não essa forte iteração com o público o objectivo que qualquer artista sempre desejou atingir?




















03 outubro 2011
























O Lançamento terá a presença de Ana Galvão, que assina também o prefácio.
Perguntam-me Quem é essa no mundo dos livros? No mundo dos livros será ninguém.
No mundo da rádio tem um papel que culmina com quase 49 mil "gostos" no facebook. Será isso bastante?
bolacha


Quando me afasto desta forma é porque alguma coisa está para acontecer. Em algumas vidas é sinal de namoro, passarinho novo. No meu caso acontece que tinha um livro em mãos e um ano lectivo, ou melhor, letivo, a começar.
Deixei arrastar as ilustrações do livro durante as férias. O resultado foi terem explodido todos os prazos na mesma semana.
O livro está aí, a ser lançado esta semana numa biblioteca perto de si.
Trata-se de uma obra solidária em que autor e ilustradora trabalharam para uma causa por demais justa.
Posto isto, e impresso o livro, recordo-me que um dia escrevia aqui. Volto com uma dúvida importante a propósito do dia do lançamento quando um grupo de amigas se propõe fazer bolos e bolachas para o evento. Bolos em formas de cão, de osso... Biscoitos em forma de cocó de cão. Bolachas em forma de cães, gatos e restante fauna doméstica.
É aqui que surge a dúvida: será algum dos convidados da ala dos amicíssimos dos animais, alguns vegetarianos, ser capaz de trincar e até comer um biscoitinho em forma de cão ou gato?
Poderá isso ser um sacrilégio?
Indiferente às minhas próprias dúvidas, comprei uma formas para cortas bolachas com formatos animalescos.
Tenderei a massa, recortarei as formas.
E então a questão será: deixo as bolachas planas, em silhueta, sem vida?
Ou atribuo elementos caracterizadores às figuras, como olhinhos, boquinhas, orelhinhas...? Bolachas fofinhas com olhos suplicantes que gritem Não me comas, Não me comas...