24 agosto 2012

nvisibilidades



Habituei-me com custo a uma espécie de qualidade que consiste em achar que os outros não me retêm na sua memória. Como se eu fosse transparente ao seu olhar. Isso fez com que, amiude, me esquivasse a um ou outro cumprimento, principalmente quando me cruzo com pessoas que não vejo há algum tempo.
Quando sucedem episódios como o de hoje, fico feliz. Passar por alguém cuja cara não me é estranha, hesitar, seguir avante ou cumprimentar.
Cumprimentei e o retorno foi imediato. Recordámos várias etapas e escolas (do liceu à esbal); do extenso rol de pessoas profissionalmente muito bem sucedidas que a nossa terra, liceu e grupo de amigos deu ao mundo; dos lugares em que vivemos para finalmente nos encontrarmos neste lugar de malucos que é a Parede.
Não se trata de um reencontro, é a confirmação de que eu precisava para pensar que afinal não sou transparente.

2 comentários:

Anónimo disse...

é q tu às xs passas tão depressa, sempre n bisga q nem t vemos, só sentimos a deslocação d ar...eu q o diga q nem sempre consigo tirar t fotos inteiras :))))

janota disse...

Ahahah :))))