30 setembro 2009

elatos duma velhice antecipada

Os nervos em franja têm consequências preocupantes. Hoje perdi a cabeça com uma reunião inútil e inventei um compromisso para a abandonar; não consegui reinstalar uma base de dados num computador da biblioteca e não percebi por que não; berrei ferozmente em pleno polivalente com um aluno que fora mal-educado com um colega meu, na minha presença. E revi-me nas atitudes duma velhinha temerária de doenças cardíacas, ao almoço, nervosamente à procura dum comprimido numa mala cheia de tralhas que se revelaram inúteis. Esses objectos eram uma chave de parafusos pesadíssima (que me faz falta para montar pcs), uma faca de cozinha e tábua de silicone (para cortar as hortaliças que os meus alunos não tiveram tempo de desenhar). Os comprimidos eram os "everfit cardio", que eu de manhã teimosamente chamara de cardio-fitness, esquecendo que isso é apenas uma prática desportiva de ginásio.
Ontem, uma amiga sacou da mala duas séries de "Desperate Housekeepers". Não há disso para professores?

27 setembro 2009

etratos

De nenúfar em nenúfar descobri este artista; gostei tanto que me apetece mostrar a toda a gente (sabendo eu que "gente", no presente contexto, significa, uma ou duas pessoas).
Não é fantástico? E podem ver mais, aqui.






25 setembro 2009

magia

O sítio onde habitualmente o meu animal de oito patas se recreia serve igualmente diversos pares de cães e donos, curiosamente cada um na sua vez, como se já conhecêssemos os horário de cada um. O espaço tem diversas funções - aprendizes iniciais de condução automóvel que considero particularmente perigosos quando vejo chegar casais de meia idade aos berros; há ainda outros aprendizes, muito mais pequenos, de bibicleta, devida e profusamente equipados e que passam mais tempo no chão do que montados mas que vêm apenas ao fim-de-semana.
O que é mais estranho são os conjuntos que por vezes aparecem pela manhã: velas acesas ou já derretidas encostadas a palmeiras, com cocos partidos em partes iguais; pedras queimadas em círculo; ou aparatos como o da foto - cinco rosas vermelhas voltadas para o mesmo lado, uma vela a arder e uma garrafa de cachaça.
Passados dois dias, a garrafa desapareceu e tenho para mim que não foi truque de magia.

21 setembro 2009

20 setembro 2009

mpostores

Repito-me à beira de citar alguém quando reclamo dos emails disparatados que me invadem a caixa de correio. Recuso-me a abrir apresentações inúteis que só me fazem perder tempo - não percebo porque é que m'os reencaminham.
Pensava que por esta altura já todas as pessoas que por aqui andam sabem que ninguém recebe nada por abrir determinada mensagem; muito menos a UNICEF distribuiria água por cada clique. Olha quem. E há quem acredite nisto? Quem é que ainda não sabe que aquilo é uma cambada de sanguessugas que apenas querem enriquecer mais um pouco?
Se houvesse vontade política não haveria falta de água nem falhas na distribuição de comida. Poupem-me pelo menos a divulgação da crença de que vem aí uma marca de água que distribui umas gotinhas em África por meia dúzia de litros comprados.

18 setembro 2009

bandonei
o teclado e o lápis.
Não é para sempre!, é enquanto me sabe bem.

17 setembro 2009

uidado com a corrente de ar

Dizem que é para abrir as janelas e as portas, portanto em breve estaremos todos com valentes constipações e gripes de todas as estirpes, tantas quantas as letras do alfabeto e as mais estranhas combinações possíveis, incluindo H1N19, que eu própria inventei.
Repare-se nas janelas que devemos abrir:

Há alturas em que penso que errei na profissão. Devia ter seguindo a carreira empresarial e fundar mini-empresas sazonais. No ano passado dedicar-me-ia a fontes de alimentação para magalhães.
Agora, abria uma empresa que vendesse pozinhos de prlim-pim-pim para desinfectar as mãos antes de abrir a janela.
Alguém nos livra desta praga!?

13 setembro 2009

ssado passado

Da cozinha do andar de baixo chega-me um forte cheiro a carne assada. Será por ser almoço de domingo e podia deixar-me saudades. Não deixa - nem dos meus domingos na minha ex-família nem dos domingos na casa dos meus pais com a família grande à mesa grande. Mas deixa dos domingos na casa dos meus avós e eu era pequena. O leitão assado era prato de domingo, mas qualquer que fosse o menu, molhava o pão no molho enquanto fervilhava no forno, no tacho, na panela e tenho saudades disso.

Nota: a vizinha deixou queimar o assado. Ou, como diria a minha avó, deixou entrar o bispo.
anos de azar

Hoje parti um espelho.
Talvez em 13 de setembro de 2016 a sorte mude.

10 setembro 2009

i não, não é!

O, agora, Salvador é o meu mais recente protegido e foi resgatado de uma rua da praia da Barra, onde vagueava havia dias. Não interessam aqui mais pormenores sobre o assunto, apenas que fique registado o seu percurso efectuado em dois dias: Barra, Aveiro, Azeitão, Fundão, Guarda, onde encontrou residência fixa. Merece um post com foto como cão bonito que é.

09 setembro 2009

ambém quero!


Poder-se-ia pensar que morar razoavelmente perto da praia era bom. A mim enerva-me. Passar todos os dias por aquelas pessoas metidas na água fresca enquanto eu vou trabalhar.
Não é justo.



Mas há os fim de tarde...