uerido diário A minha escola de novo. Na minha escola não há homens que gostem de trabalhar. Particularmente quando o trabalho é físico e duro. Não há quem faça mudanças de mobiliário, quem arraste equipamentos, quem monte fechaduras, quem recupere cadeiras, quem monte uma simples estante. O motivo é, invariavelmente, dor de costas. As dores não apoquentam as costas quando o funcionário zeloso que adora manga cavada e o posto da portaria, se dobra para, nas horas de serviço e no seu posto, se dobra para efusivamente, cortar as unhas dos pés à tesourada...
Este desvio pela praia a caminho de casa (cada vez de me entristeço porque demoro algum tempo a chegar ao trabalho, agrada-me cada vez mais esta proximidade com o mar) permitiu-me reencontrar Monsieur Armand, o dealer do Peróla que se sentou na minha mesa enquanto bebi uma sprite -"Trabalho é trabalho e outra coisa é outra coisa". Combinámos para daqui a dois dias. Chapa chapa.
O jardineiro cumprimentou-me enquanto esperava a entrada na fila de carros num cruzamento. Dei-lhe boleia e pediu-me que o deixasse numa casa de uma senhora que gostaria de adotar um cão e sendo assim já ma apresentava. A casa é dos mais bonitos edifícios da zona e que gosto de apreciar nas minhas voltas de bicicleta. Estava muito curiosa e satisfeita por poder entrar naquele espaço mas ninguém veio abrir a porta.
Gosto muito de sim, sabe. Que é que hei-de fazer, simpatizei consigo, dizia-me o velhote. Pronto, a senhora não está mas venha cá que lhe vou mostrar esta aqui ao lado que está para arrendar.É uma outra casa assombrosa, da mãe de uma famosa atriz. Não quis conhecer a casa, obviamente não passei do jardim. Vimos outra ainda, o senhor explicou-me os preços, as famílias que ali vivem, quem morreu, quem herdou. que um dia destes podíamos ir jantar ao Eduardo das Conquilhas...
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