28 outubro 2008

Paradise by the dashboard light

Paradise by the dashboard light (Meatloaf)

Há dias em que o nosso amigo automóvel é mais nosso amigo porque toca uma musiquinha mais simpatica, não é?
Esta soube-me bem e já não a ouvia há anos. Mantém-se nos meus favoritos.

The Animals Save the Planet - Gassy Cows


Mesmo correndo o risco de ser chata. Há mais aqui.

27 outubro 2008

baleza

eleza, a quantos caracóis obrigas...


Alguém deve ter andando a ler os gregos antigos e descobriu que a baba do caracol stressado é um potencial amigo da beleza. Estávamos já habituados à ideia de que baba de camelo contribui para adicionar quilos às ancas; começamos agora a habituar-nos a usar a do caracol para os tirar.
A mim tanto me faz quem ou o que se baba para cima de quem. O que me chateia é que na própria embalagem carregadinha de restos mortais de caracol se insira a inscrição "no testado en animales". É uma piada? Um hino fúnebre aos desgraçados que stressaram até quinar?

cavalia

De volta toda janota, ilustrando um serão interessante. O Cavalia está a cumprir os últimos dias e eu quase não vinha a tempo de publicar uma foto que fosse. (Soma de contratempos, trabalho a dobrar, computador a dividir, cansaço a multiplicar... tudo operações complicadas). Satisfaz-me saber que o espectáculo teve sempre casa cheia e ainda bem e eu fui.
Após alguma hesitação (a começar pelo pouco atractivo e estranho nome), dei por bem empregue o preço que paguei. Temia uma representação degrandante para os cavalos, do género daqueles que me fizeram a partir de dado momento, detestar o circo tanto quanto me oponho à tourada. "Espectáculos" que resultam de humilhante tratamento para com os animais, recuso terminantemente.
Cavalia não é assim, a fazer fé no que transmitiram associações como a Animal e congéneres; mas não era preciso que no-lo dissessem: o pêlo é brilhante, vê-se que os cavalos são bem tratados e parecem felizes, capados mas felizes. Espantosos jogos de luz e imagem, bem entrosados na música, que era quase toda tocada ao vivo, muito efeitos entre os quais um curioso frio real, quando simulada a chuva. Cavalos muito bem treinados a fazerem coisas que cabem aos humanos. Fotografar é totalmente proibido, mas sempre há quem o consiga para contar a história.

12 outubro 2008

memórias

emórias




Deambulando pelas pilhas de papéis "antigos" que me acompanham há anos, encontrei este que me saltou aos olhos e me apeteceu partilhar. Não pela qualidade do desenho ou sequer do traço, mas unicamente pelo valor que tem como registo de um tempo divertido de viagens com amigos. Com aqueles que não voltam mais a ser os mesmos - todos nós (reduzamo-nos a oito) ruímos enquanto casais, mas felizmente não como amigos. Ficam as memórias, pelos menos as minhas.

06 outubro 2008

Project 10^100

deas that will Change the World

Se não me obrigassem a escarafunchar legislação e a subtrair itens complicados a certas e determinadas grelhas de avaliação, o meu dia-a-dia poderia ser mais produtivo, a meu favor e favor dos outros. Perco energia em actividades de secretaria e de logística que em nada contribuem para a verdadeira função de ensinar, acto para o qual já me sinto pouco capaz quando o inicio.
Não era minha intenção lamentar-me mas apenas tornar pública uma ideia que acabo de saber que existe. Pode até não passar de mais uma num deserto, mas gostaria de estar a tenta às propostas (se então ainda me lembrar que esta proposta do Google existe). Parece que a ideia de ter ideias para fazer os outros mais felizes se expande.
Google Offers $10million Prize Fund for Ideas that will Change the World

03 outubro 2008

meu plano tecnológico da educação (excerto)






Esta imagem e o seu título, carecem de mais informação: trata-se de um pormenor do emaranhado de fios que se propagam pela escola, por obra e (des)graça do plano tecnológico da educação. Ninguém sabe quando os fios estarão a salvo dos olhares, o que quer dizer que ninguém sabe quando é que isto estará pronto.

Enganei-me: afinal o boneco mais feio do mundo não era o julinho

final o boneco mais feio do mundo não é o julinho

Há coisas que estão tão entranhadas no nosso quotidiano que dificilmente reparamos nelas mesmo que quando lhes sejam introduzidas mudanças. Hoje reparei pela primeira vez no novo multibanco. Novo é uma forma de dizer, já que as inovações são minúsculas e o interface só ganhou alguma elegância na letra. As cores não mudaram no essencial e com isso concordo - o uso já cumpriu o seu papel no utilizador: colamos o binário azul/verde ao sistema, de modo automático e eficaz. A leitura é simples e imediata e a letra branca funciona bem sobre o azul. Essa é, aliás, a combinação adequada para uma leitura eficiente.
Há porém, um elemento problemático: o boneco, o próprio multibanco! Quem erá a mente brilhante que concebeu tal boneco? A inicial caixinha em perspectiva, com sorriso parvo, olhos esbugalhados e botas botildes apresentava, pelo menos, uma ligeira rotação, portanto, algum movimento. Sucede-lhe uma figurinha frágil, de contorno preto e desenho plano, que apenas simula um sorriso a modos que amarelo e um piscar de olhos que fica a anos-luz do piscar do Presidente Cavaco (podiam ao menos, ter-se inspirado nele...).
Este novo velho boneco em nada contribui para melhorar o processo de comunicação homem-máquina. É ridículo mas é-o mais ainda se pensarmos que a SIBS procedeu a esta mudança de visual porque o Multibanco fez 25 anos! (Obrigaram-nos durante 25 anos a olhar diariamente para uma imagem gasta e a conviver com um interface muito pouco user-friendly).
Esta questão remete para os novos ecrãs que apresentam ambientes cada vez mais baseados em metáforas. Vejam-se os telemóveis e os pequenos MP3 que utilizam recursos visuais de eficácia comprovada - obviamente, os ícones de leitura fácil são meio caminho andado para a facilidade operativa. Também os sistemas hi-fi ainda têm muito que aprender com eles (as marcas insistem em ecrãs rectangulares baseados em texto e que só alguns conseguem descodificar). O problema no multibanco não é tão grave mas poderia, pelo menos esteticamente, ser mais bem conseguido.
Ainda não houve coragem para intervir radicalmente? Ou estarão convencidos de que não existe solução melhor? A não ser que a nova imagem se deva ao elevado número de roubos de caixas multibanco - quererão com este boneco enfezado intimidar os ladrões, convencendo-os de que não vale a pena? Representa o boneco o momento do assalto? Uma coisa é certa: ele já está com as mãos no ar.

Nota: O anterior boneco ainda não desencarnou. A sua imagem remanesce em alguns ecrãs, como se pode ver atentamente no exemplo junto. Para os que crêem na vida após a morte, aí está um fantasma a ter em conta.

02 outubro 2008

um dia igual aos outros

m dia igual aos outros

Não querendo fazer disto um diário, apetece-me com frequência falar do meu dia-a-dia. Será talvez uma forma de balanço, um momento à laia de introspecção que em certas altura sabe bem fazer.
Dos meus passeios ao fim da tarde começo apenas aguardar memórias - o sol esconde-se já cedo e o horário vai mudar; chego a casa a horas tardias, raramente a tempo de ainda o ver. A propósito, perguntaram-me se todos os dias saio tarde, às seis e meia; não, há dias em que saio às sete, depois de uma ou outra reunião.
Comecei o dia com a trasladação de uma cama para o seu local de origem; enverguei o papel de lebre e guiei o moldavo Anton no transporte de computadores que faziam parte de um pacote doado à escola. Tratou-se, basicamente, de guiar, acartar, carregar e depois inverter todo o percurso... Pois bem, depois do esforço físico, segui-se o outro: ensinar geometria a alunos que estariam tão ou mais cansados que eu, porque passam um dia à espera de uma aula que só chega às cinco horas. Acompanho Lolita ao vet - a pequenita tem a saúde e a vida comprometidas e fico cheia de pena dela.
Hoje, para não variar, o dia foi longo e seco; esteve calor e de repente fez-se frio. Precisava de um suminho de laranja antes de entrar em casa. O empregado de café discutia, com a única cliente, a existência de outras vidas; ela pondera fazer uma regressão e ele gostava de conhecer a sua árvore ginecológica, mas tem medo de vir a descobrir que anteriormente foi um animal...
Recolhi-me a tempo de saber que o Nápoles foi à sua vida e que o Benfica assegurou uma transmissão fantástica na internet (garantido por uma especialista em vermelhices e tecnologia). Não sei ao certo que mais se passou hoje e estou de costas para a televisão que se mantém desligada e muito bem.
É tarde e o meu computador mantem a ideia fixa de não colaborar. O que faço em meia hora custou-me duas horas por culpa deste maldito que é bem capaz de não passar cá outro fim de semana. Já está na hora.