21 fevereiro 2010
20 fevereiro 2010
single manAtente-se nos nomes dos filmes que andam aí e que, estranhamente por serem simultâneos, nos trazem dois tipos de homens. Entre o simples e o singular, vejamos o singular.
Um filme bonito de ver, bonito ao olhar. Bela fotografia, dominada pelo sépia e por ambientes quentes; close-ups frequentes, esteticamente equilibrado, transparecendo a sensibilidade do realizador, Tom Ford.Numa frase, disse quase tudo o que me apraz dizer sobe isto. Inova no modo como aborda a o tema principal? Sem dúvida - fá-lo de um modo sincero sensível e delicado. Essencialmente, transparece a sabedoria do realizador; nota-se que sabe do que fala. Nada como um deles a falar dos seus pares. Longe da dureza com que Almodóvar tratou o tema, estes homens singulares são bonitos, lindos de ver, no matter what...
À laia de PS deste post, apetece-me questionar acerca do que nós mesmas, eu e as minhas amigas, nos perguntámos quando regressámos do filme: o que é que há no olhar que faz o outro perceber a sua tendência sexual? Alguma coisa há, para que não haja encontrões. Hoje adiciono uma alínea à questão: e quando não há olhar no olhar? Atira-se o barro à parede? Lança-se a escada? Manda-se o isco? Devo dizer que atirei o isco para bem longe, parti a escada e molhei a parede.
19 fevereiro 2010
17 fevereiro 2010
u, pecadora, confessoque prevariquei hoje três vezes. Os pecados, conto-os na forma de agressões aos meus princípios (de fidelidade qb, entre outros, à não poluição, ao desperdício e à matança de inocentes).
1º Pecado: Comi uma sandes de leitão, na Mealhada, contrariando os meus próprios juramentos (tenho um desagravo: não a comi todinha, dando os restos a quem melhor a aproveitou);
2º Tomei um banho de imersão (que bem me soube);
3º Jantei num restaurante chinês, correndo o risco de comer gato por lebre, literalmente.
Poderia contar mais um: viajei 700 km em carro próprio (unicamente porque não tenho alternativa ao transporte dos meus cães).
Tendo em conta que tirei prazer dos meus excessos, devo ir para o inferno. Para começar, amanhã irei trabalhar muito antes da minha hora oficial de entrar...
08 fevereiro 2010
07 fevereiro 2010
ghost among usOs gatos vêem coisas que nós não vemos, sabe? Tenho apreciado o meu, o meu não, o da minha companheira, quando está na caminha muito enroladinho, a dormir. De repente, sem mais, levanta a cabeça e parece que segue coisas com o olhar. E pára. Olha para qualquer coisa na parede. Mas eu não vejo nada, são coisas que andam no ar, coisas magnéticas.
Dizem que existem estas coisas mas eu nunca vi nenhuma. E podem captar-se, sabia? Isto está cientificamente comprovado.
Se pegar numa máquina fotográfica digital (tem que ser digital!) consegue fotografar coisas dessas que só os gatos vêem. Pega na máquina e tira a foto (tem que ser com flash, senão não dá) e quando vai a ver, está lá uma bolinha redonda, parece uma névoa, uma coisa mesmo esquisita. São essas tais coisas magnéticas.
Eu tenho um cão com uma graaaande cabeçorra. Apanhei-o num caixote, quando tinha dois meses. Tem displasia da anca, por isso o mandaram fora; ainda pensei mandar abatê-lo, mas depois de operado, ficou melhor e faz a sua vida normal. Agora é um lindo pastor alemão, imponente. Acorda-me todos os dias à mesma hora; quando abro os olhos, vejo dois olhos gigantes fixos em mim; parece uma cobra a encantar um pássaro. Podia assustar-me, mas não, que ele é meu amigo. É mais meu amigo que a minha filha, que é uma cabra. Quando a mãe dela descobriu a cabra que ela era, deixou de lhe falar. Por isso, eu quero apenas a companhia do meu cão, que me dá tudo sem querer nada em troca. Vivo para ele, é um espectáculo de cão, acredita?
05 fevereiro 2010
04 fevereiro 2010
iii!Continuando a surfar na onda da irritação em que entrei, devo confessar que me irritam até o número 165 de feeds activos no facebook. Bom, não falando no próprio facebook que por vezes me exaspera...
Não me falem de certos números ligados à avaliação. Odeio a avaliação. Odeio os que vivem para ser avaliados e os que cochicham sobre isso.
Eu tenho ódios, de estimação, sim, tenho. Desiludi alguém? Muitos?
O corpo colado à roupa que teima em não se deixar vestir porque o balneário do ginásio está quentíssimo; calor insuportável.
O chefe pergunta-me por coisas que era previsto ter feito na semana de em que tropecei na rouquidão. Parei, relaxei, não devia, não podia?
Uma semana de afonia resulta numa outra de agonia. Bem feito.
03 fevereiro 2010
02 fevereiro 2010
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