30 janeiro 2012

amarguras

marguras


Hoje foi a última aula de uma disciplina que funciona por turnos e que dou ao sétimo ano.
Na mala tinha uma tablete de chocolate semiamargo. Achei que era boa ideia partilhar um chocolate com os alunos.
Os seus olhos brilhavam enquanto partiam os bocadinhos.
Saíram da sala à pressa, cuspindo...

descuidos escusados

escuidos escusados

















Num gesto transversal que se começa a tornar intrínseco ao acto de escrever, atinge-se este ponto.
Descobri esta imagem quase ao mesmo tempo de um antídoto inventado por um jovem cansado do copy-paste. 
Sim, ainda os há e há que preservá-los.
Este jovem criou uma série de etiquetas que funcionam como avisos na imprensa escrita e chamou-lhes "Journalism Warning Labels"...





21 janeiro 2012

o elo mais fraco


elo mais fraco

Estou por estes dias a concluir uma leitura que se encontrava pendente vai para ano e meio. Deram-me a ler "a máquina de fazer espanhóis", de valter hugo mae, num período difícil da minha vida - quando sofria, dizem, de stress pós-traumático. Não foi o facto de ter visto a minha vida abalroada que me impediu de continuar a leitura. Foi sim a intensidade do relato na primeira pessoa na pele de um velhinho que, tendo atingido o posto de viúvo, é pela família internado num lar de 3ª idade. Apesar do sentido de humor e da intensa ironia, que presentemente já consigo vislumbrar, a ideia do desapego de que as famílias são capazes de revelar quando se separam assim dos seus velhos foi por demais atroz. Do desapego aos velhos, da indiferença às crianças, da crueldade aos animais - resta uma geração de coração seco e cruel, capaz de um desapego e de uma frieza de sentimentos avassaladoras.
Essa mesma geração que faz disto e escreve aquilo.





19 janeiro 2012

comer com os olhos

omer com os olhos


Porque é que é difícil comer chocolates Guylian?
Porque existe nestes chocolates uma relação forma / conteúdo tão desajustada quanto forçada.
Esquecendo o facto de ser uma linha de formas esteticamente agradáveis (refio-me apenas ao desenho sinuoso das formas dos mexilhões, camarões, amêijoas, búzios, vieiras e cavalos-marinhos) ela não é, contudo, suficientemente forte para me fazer levar um bombom destes à boca.
Poderá a maior parte dos consumidores relevar esse factor - a grande maioria valoriza apenas o sabor. O que terá estado na origem deste formato de frutos do mar? Questões simbólicas? Valores estéticos?
São três os factores causadores de repulsa, por ordem de grandeza:
o brilho
a cor
a forma
Confesso que nunca provei Guylian mas não está nos meus planos abdicar do chocolate negro, amargo para sucumbir a estas tentações. Além do mais, sou alérgica ao marisco.

A Guylian apoia um projecto internacional de defesa dos cavalos-marinhos, um dos mais frágeis e delicados peixes, para o qual contribuem todos os compradores de caixas de bombons "frutos do mar" Guylian. É comprar. Para oferecer.

18 janeiro 2012

gostos ou gastos

ostos. Ou gastos?



Numa imagem de severa contenção das despesas fui investigar meios de locomoção alternativos para fazer o percurso diário casa - trabalho e vice versa (às vezes penso que é uma questão de tempo enquanto não disponibilizam marquesas para dormir umas horas antes de retomar um novo dia de aulas).
Descobri que é caro ter passe, é comprar bilhete esporadicamente e caro ainda porque implica um desdobramento. E é caro porque no fim de-semana não está nos meus planos cingir-me aos transportes públicos.
Para já, e enquanto não vou ao fundo, poupo naquilo que me é verdadeiramente dispensável: a carne e o peixe são o ponto de partida, depois de ter abolido quase radicalmente o leite - junta-se o útil ao desagradável. Evito as máquinas em lavagens dispensáveis.
Não tenho empregada doméstica. Não tenho vícios.
Há no entanto, um gasto ou será um vício? de que não abdico: a minha pet-sitter.
Quem visse a satisfação destes três inofensivos seres ao chegar a casa iria compreender - foram passear na praia. Correram durante duas horas.
E o melhor de tudo isto é que tudo é feito apenas por dedicação e amor aos bichos. Não há passeios rápidos, há levá-los a passear. Porquê? Porque sim.


16 janeiro 2012

dedicação




edicação 

Pouco me importa que me apontem o dedo porque só falo de cães e porque este blogue é só cães. Gosto demais deles e em particular dos meus.
A legenda desta foto só pode ser uma.
Este cão é vidrado em mim. Acorda comigo, investiga se me levanto a meio da noite, acompanha todos os passos que dou.
Escolheu-me em bebé, já lá vão quase 13 anos.

vamos a votos?


amos a votos?


Apesar das redes sociais estarem a transformar os percursos que se fazem pela internet, assistimos ainda a certas eleições que tentam descobrir blogues de referência. Mesmo que desprezemos a votação, vale a pena pela listagem: http://aventar.eu/blogs-do-ano-2011

15 janeiro 2012



Para contrariar a pobreza que grassa no país, eis que sou surpreendida com um oásis num serão improvável.
Dois senhores que bastam por si só (havia dois pivôs? onde?) para nos alegrar os rostos pesarosos pelos dias de sucessivas e deprimentes notícias.

14 janeiro 2012

velho cão


O meu novo velho cão não tem nome.
As diversas tentativas têm saído goradas - ou não colam ou ele não reage a alguma.
chegou como Picachu mas falta-lhe o amarelo para lhe dar sentido. Numa confusão de nomes, passou a ser Machu Pichu. Apenas Pichu. Roberto, Farrusco.
Hoje tive visitas que me ajudaram a afastar alguns fantasmas durante um animado almoço. Amigos outrora presentes diariamente e que agora só de vez em quando tenho oportunidade de rever.
As crianças propuseram chamar-lhe Óscar. Gostei, mas o Dartacão nem por isso. Talvez nenhum pegue.


Continua em aberto o nome do pequeno cão que só quer dormir e comer. E que na rua demonstra sofrer do síndrome dos ossos de frango atirados para a rua.

antástico

Insere-se nesta espécie de maldição rogada aos portugueses a introdução de um elemento, em tudo comparável ao célebre Emplastro, em tudo o que é produção mediática. Mesmo quando nos baralha entre o ridículo, o absurdo e a seriedade, a convicção do seu discurso catapulta este rapaz para o pódio dos milagres.
Ei-lo aqui, expressando essa saga como quem do nada, conseguiu fazer tudo. Destaco, obviamente, as peças que intercalam a entrevista.

10 janeiro 2012

gradecimento 


Uma jovem mãe, acompanhada pelos seus dois filhos, cruza-se no nosso caminho. Ao pedido do petiz, a mãe pergunta-me se podem fazer festas aos cães.
Ao fim, para além das boas noites, agradeceu.
Como se algo de bom lhes tivéssemos oferecido.




xperimentando...


Durante mais este tempo de pousio, outras redes ganham terreno e novas alterações foram introduzidas no blogger.
À primeira vista, atrapalha o esquema em que publico.