30 dezembro 2008

e volta ao mundo normal

e a um computador decente. Talvez para deixar uma ou duas imagens ainda que contrariando as minhas regras enquanto redactora deste blogue caduco. Estou a pensar nisso enquanto escrevo; vou, portanto consultar a pasta das imagens, com a certeza de que nao quero transformar isto num album de férias.


Venham entao dois momentos ocorridos no mesmo dia, ontem: "cena veneziana" e passeio noturno, a 0°.




*


*(O rapaz da foto era o empregado de mesa)
onversas elevadas



Estar com estranhos num espaço diminuto e fechado é constrangedor, mas quando se trata de estranhos estrangeiros e se se passar dentro de um metro quadrado de elevador, a situaçao pode ser caricata. Tacteia-se o ambiente com o olhar e um sorriso, talvez um bon giorno envergonhado; atreve-se um pouco mais de conversa, quase sempre sobre o tempo e o pior é que nao se consegue desenvolver mais nada e aquilo nao pàra... Olha-se para o tecto, para a contagem (de)crescente dos andares que nunca mais poe fim ao suplicio. Até que alguém chega ao destino e os outros desfazem-se em amabilidades para se ver livre do estropício que lhe calhara em sorte.
A nao ser que aconteça como a nòs quatro, sozinhos no elevador. Chegàdos ao quarto andar, a mim destinado, ficàmos à espera que alguèm resolvesse sair. As duvidas foram tantas que viajamos para cima e para baixo vàrias vezes, porque entretanto nos desmanchàmos em gargalhadas. Sò acertàmos com o piso certo à terceira tentativa.



19.30h, hora de ponta num hotel de 12 andares. Congestao nos elevadores; à terceira tentativa, consegui entrar. Um homem de meia idade, talvez com um graozito na asa, estica-me o cartao/chave do seu quarto. Sorri disfarçadamente, nao percebi o que disse mas ele continuou. Percebi que referia a uma qualquer piada alusiva ao Berlusconi.
-Conosce?
-Si, conosco.
-E il nostro capo.
Como nao lhe dei grande troco, meteu conversa com o casal que seguia viagem connosco.
- Si, o Zapatero no è...
Levou as maos a cabeça enquanto repetia:
-Portogallo... Portogallo...il capo... qui è il capo?, esforçava por lembrar-se.
Perguntou-me e hesitei. Quem era? Nao me lembrava senao do Socrates e por aqui se mede o peso de tal figura... Nem me lembrei do capo Cavaco.

27 dezembro 2008

o lado snob das minhas férias

lado snob das minhas férias

Aceitando a generosa oferta com que o meu irmao me surpreendeu, as fèrias estao a ser em tudo diferentes daquilo que poderia supor: entre o natal e o fim de ano em casa dele, quatro dias numa estancia termal algures entre Veneza e Pàdua. Sobre isso irei falando, mas hoje limito-me a estrear o lugar com internet, na cave do hotel, para onde me mandaram.
O unico computador com ligaçao à internet que existe no hotel onde estou deve ter tantos anos quanto a dos clientes habituais. Està visto que continuarei a relatar estas fèrias num outro qualquer lugar que nao este, porque nao è muito agradàvel o pivete a tabaco que tenho que gramar para publicar estas linhinhas que tem estado em rascunho.

Desde que, ha uns meses largos, me vi em apuros para escolher entre um bife tàrtaro com molho aos frades ou escalopes à irmao Bernardo, na Trindade, nao me era dado escolher num menù tao aprimorado quanto o da noite passada. A diferença entre uma lasagna tricolore alla Giuseppe Verdi e um violino de maiale alla Paganini era a de que o tocador do referido instrumento ora se colocava junto ao piano ora passava entre os convivas enquanto estes comiam o lombo de porco assado. Existe outra diferença substancial: aqui onde me encontro nao direi mal do bife porque là nisso, a cozinha é perfeita e alèm do mais, nao pretendo escolher nada - alguém o faça por mim.




Hà também algum tempo (desde os tempos idos na cote d'azur) que nao convivia de perto com tanta soberba e snobismo juntos no mesmo metro quadrado de planeta.
Pensava eu, metida no meu mundinho de elevadas preocupaçòes ambientais e ecològias, que a causa dos animais transformados em casacos de peles vingava. Enganei-me redondamente, porque nesta comunidade em que momentaneamente me vejo, existem mais casacos de peles do que habitantes e as lojas praticam preços indecorosos. Nao pensem que nao tenho como provar tudo o que digo, é sò encontrar um computador que me deixe faze-lo.


Até jà.




à laia de P.S.:
Na referida estancia termal foi possivel tomar banho ao ar livre na piscina, à noite, apesar da misera temperatura - os italianos nisso sao poupadinhos.


Vai para meia hora que tento escrever num teclado sem acentos e num computador que engole as imagens que carrego. Volto portanto para o salao de baile onde decorre um animado serao proporcionado por alguns pares originais cujas reviravoltas tentarei reproduzir mais tarde. Angel: quanto nao vale o meu teclado amarelecido pelo tempo... e o meu computador da idade mèdia?

25 dezembro 2008

Case closed

ase closed

Para fechar a quadra natalicia (salvaguardando os erros ortogràficos pela inexistencia de teclado portugues), um presèpio que cresceu em casa.

22 dezembro 2008

Traída pelo coração - Parte I

raída pelo coração - Parte I

(novela, ou lá o que é, inspirada pela vida real e contada ao jeito do Corin Tellado)

Sissi anda triste e são vésperas de natal: uma directiva da mãe proíbe-a de sair de casa sozinha.
Lembra-me o tempo em que eu mesma me zangava com a minha mãe porque ela não me deixava cumprir as combinações que fizera de véspera com as minhas amigas. Eram dias de sofrida angústia, parecia que acabava o mundo. Não havia, a meu ver, nada que o justificasse e a minha mãe nunca foi pessoa para explicar as suas razões.
Sissi angustia, pede ajuda mas ninguém lhe pode valer, ordem de mãe é para cumprir. O problema reside na nova paixão, por quem ela tem uma grande inclinação: ao rapaz faltam-lhe uns bons centímetros à altura e não cumpre outros requisitos exigidos para o cargo. O preconceito leva à rejeição de treinadores de futebol ou de outro desporto por muito elitista que seja e este tem a sorte de ser um desses. Sissi está, portanto, em maus lençóis, até porque tinha preferido manter o segredo, pois já adivinhava os conflitos. Um dia, desconfiada, a mãe apareceu-lhe ao caminho e desde então acabou-se o sossego naquela casa. A falta de transparência paga-se caro e Sissi vive atormentada entre o seu querer e o querer da mãe, que espera pelo Natal para discutir a questão com a G. Há mães assim, que não conseguem tomar decisões sem o conluio de outros e filhas que não têm como ir contra elas. G está furiosa, porque havendo tanto rapaz disponível, não havia necessidade de haver tamanha inclinação. E que tem G a ver com isto? Ora G é uma pessoa com um coração do tamanho da conta bancária, que preenche com muito e árduo trabalho, e que tem estado sempre presente nos momentos difíceis. Sente-se portanto, com o direito de opinar e intervir sobre tudo aquilo que se passa com Sissi, principalmente no que diz respeito à sua vida sentimental - aquela vertente da vida capaz de mais vezes hipotecar o futuro de certas raparigas.
Sissi aproveitava os bocadinhos sozinha para comunicar com o namorado e os momentos mais agradáveis quem lhos proporcionava era o Bobby, o seu melhor, único e confidente amigo, que a acompanhava para toda a parte e que tinha o seu relógio intestinal programado para tarde, depois de jantar. Sissi punha a sua vida em dia na companhia do cão, que se revelava ser extremamente compenetrado no papel que lhe coubera – nunca contou nada a ninguém. Agora é a mãe que o passeia e se Sissi quer ir, ela acompanha-a; o telemóvel devidamente resguardado no bolso das calças.
Ser jovem é uma chatice redobrada quando há perfis traçados pelos outros. Sissi terá em breve que fazer opções. Prevejo-lhe um natal estranho, difícil e uma passagem de ano pouco divertida, já que se foram por água abaixo os seus planos para começar o novo ano com os afectos bem-aventurados do namorado, que a trata como a uma princesa.

(continua para o ano)

o belo horrível

belo horrível

20 dezembro 2008

a minha rua sossegada

minha rua sossegada

Habituei-me a dizer que moro num sítio sossegado, pacato e antigo, assim como os que eu gosto. É um dos meus objectivos essenciais quanto à escolha de lugares: estar perto da confusão mas suficientemente longe para não dar por ela. Esta é, aliás, uma característica que me agrada no bulício da cidade: gosto de fugir dela, mas quando precisar, sei que estará por ali.

Mas como em tudo na vida, nem tudo o que parece, é. Basta termos uma nova bitola para refazermos opiniões. A minha nova entidade reguladora no que toca a sons, é a Lolita. Partindo do princípio que o meu circulo de leitores sabe do que falo, por esta altura já lhe traçaram o perfil traumatizado, sabe-se lá porquê ou por quem. Atrevo-me a afirmar que grande parte da sua vida é condicionada pelos sons, mais até do que pelos cheiros, como seria natural em qualquer outro rafeiro canídeo. As idas à rua na hora prevista para as suas necessidades são uma descoberta ao mesmo tempo que me provocam intensas ondas nervosas, daquelas em que só me apetece praguejar contra os condutores que alegremente aceleram nas ruas por onde andamos. Eu até pensava que havia poucos carros, até porque a rua não tem saída, os acessos difíceis (há quem se queixe veementemente de ter que fazer marcha atrás...) e os lugares para estacionar escasseiam. Mas não é bem assim: graças à Lolita, descobri que não há rua mais movimentada que esta, de tal modo que se torna impossível defecar numa qualquer esquina aparentemente calma. Uma porta bate, uma ignição põe um carro a trabalhar, a pressa faz pesar no pedal...: tudo isso são motivos de verdadeiro pânico. Nova voltinha, nova festinha até calmar de novo. Um transeunte espirra: ela salta. Um cão ladra, ela agacha-se e corre para casa, que é onde não há barulho. Isto é...um dia destes tentar ver sossegada o Blade Runner e olhei para a sua cabecita, que mais parecia um farol, rodando para um lado e para o outro, em nítido sofrimento. Tirei o som à televisão, o filme morreu e desisti.
Há algum tempo que venho a descobrir que o seu pior pesadelo é o tinóni das ambulâncias. A infeliz toma-se de um pânico tal que a faz entumecer o tronco, uiva desalmadamente e o coração dispara. A última prova desse pânico tive-a um dia por acidente. Ela própria ligou a televisão ao saltar para cima do comando; estávamos a ver O Preço Certo sem sabermos; e aí começa ela, num pranto de cortar o coração ao qual acudi sem perceber. Descobri o problema: a sinalização acusticoluminosa de um ridículo carrinho que se passeava pelo ecrã...

15 dezembro 2008

Há dias assim

á dias assim,
em que parece que poucas coisas batem certo.
Horários desencontrados, o frigorífico vazio, a gasolina no vermelho, o telemóvel que não responde a duas chamadas perdidas por falta de saldo, um polícia que revira os olhos para me indicar o caminho para uma repartição que fechou uma hora antes de eu lá chegar. Um friozinho dos diabos e uma pilha de notas para dar. A segurança social convida-me, por carta, a contribuir com um reforço de pensão, a pensar num tempo que ainda está longe. Um blog teimoso, que se recusa a colaborar, mesmo depois do meu elogio ao trabalho voluntário. Não interessa, faz de conta que não há passado, este janota só tem presente.
Pode ser que para resolver isto tudo eu aqueça as mãos.

13 dezembro 2008

voluntária por umas horas

oluntária por umas horas

Um dia destes, experimentei participar numa campanha de recolha de donativos - um banco alimentar, seja. Como é óbvio, não se destina a pessoas, mas animais carenciados.
Para além do bem que convictamente acho que estou a fazer, estar à entrada de um supermercado durante umas horas é uma experiência interessante e um curioso posto de observação. Por ali passam as mais diversas figuras; pessoas estranhas, feias, a maior parte.Encolhidas com frio, enroladas em casacos feios e roupas escuras. Famílias desavindas e outras amorosas. Crianças que berram e outras que param para fazer perguntas com receio duma reprimenda. Pessoas que respondem com um grunhido e outras que desviam o olhar. Outras que cumprimentam e que se interessam.

E há episódios engraçados. Um pai com uma filha pequena; tinham ido comprar um cd e queriam embrulhar para oferecer; paráram à entrada, junto duns gigantescos rolos de papel e fitas em regime de self-service. O desajeitado homem deu tantas voltas à folha, que a muito custo conseguira guilhotinar, que acabou por deixá-la cair umas poucas de vezes; aquele papel tinha para ele o peso duma bigorna. O cd não tinha como encaixar naquele rectângulo; ele virava e voltava a virar. A miúda tentava ajudar mas não tinha mais jeito de que ele. Até que uma funcionária se condoeu e se ofereceu para lhe fazer o embrulho. O homem suspirou agradecendo e lá foi aliviado com o cd amarrotado.

Não havia entretanto episódio mais adequado à ocasião: um cão solitário, ensopado, à porta do supermercado, revelando saber que aquilo não é lugar para ele. Ensinado, portanto, mas com o ar mais infeliz do mundo. Olhava para dentro, dava uma voltinha e sentava-se. Um casal idoso abeirou-se e o cão derreteu-se; tiveram pena dele, acharam-no perdido e levaram-no para casa. Algum tempo depois, chega um rapaz de olhos vermelhos lacrimejantes; tinha perdido um cão; contou-se-lhe o episódio mas ninguém sabia quem era o casal que o levara; chamou-se o segurança, trocaram-se contactos. O rapaz resignou-se à sua sorte e à do seu cão. Passam duas horas: o cão de novo à entrada, já não tão molhado. O casal percebeu que o cão teria dono, resolveu voltar atrás e informar-se.
Chamou-se o segurança que chamou o rapaz que chamou o cão. E que pulos de alegria quando se encontram! Se poderia haver dúvidas, estava ali a prova: o cão era dele.
E assim acaba mais um episódio no fim do qual me resta apenas uma consolação: é daqueles que o Zorbas gosta, porque tem um final feliz.

problemas

roblemas
Estas palavrinhas surgem enquanto tento resolver um problema que surgiu no blog. Deixou de ser possível aceder aos artigos anteriores, mas isso é apenas quando se utiliza o Internet Explorer (juro que não apaguei nada).
No entanto, com o Mozilla Firefox é possível ver o janota na forma habitual - resta descobrir porquê.
Por falar em forma habitual, já começo à procura de roupagem nova. Talvez aproveite a onda de erros.

09 dezembro 2008

jogo da sombra num sopro de inverno


Calhou conhecer um dia destes o mais recente livro do aclamado C.R.Zafón, de quem se dizia não conseguir nunca mais escrever um livro tão bom como A Sombra do Vento.
Não me atrevi a dizer tanto acerca desse, simplesmente porque não me encantou.
Chegado O Jogo do Anjo às montras, saltam aos olhos as similitudes entre as duas capas - a mesma atmosfera, o mesmo ambiente enigmático, os mesmos postes que iluminam Barcelona. O texto alinhado à esquerda, o nome a negro e o título colorido; sendo do mesmo autor, não me surpreende.
Ao lado, A Vida num Sopro, com uma capa que me lembrou de imediato a edição da Vega, do livro Se Numa Noite de Inverno Um Viajante, de Italo Calvino (este sim, um livro que me encantou).
Não sei se o conteúdo do do J.R.Santos vale a pena e não pretendo descobri-lo lendo.

Fico-me pelas capas dos quatro.
Atente-se à sua estrutura e já agora, ao modo como se nos apresentam a cor e a luz.
São ou não parecidos?

08 dezembro 2008

uma imagem que diz tudo

ma imagem que diz tudo


É difícil consegui-las, mas quando se quer, consegue-se. Que melhor imagem para transmitir a ideia de divórcio? O Expresso diz que 2009 vai ser o ano deles.
a casa das coisas verdes

Há algum tempo que me intrigam os acontecimentos que se desenrolam numa casa aqui ao lado. Não tem sido isso que me tem impedido de escrever, apenas me faz pensar no que vou ali ver hoje, ao virar a esquina. Sempre achei estranha a profusa vegetação e um biombo de madeira profusamente trabalhado que preenchem as varandas, com a nítida única finalidade de tapar a vista para as janelas. Que ali mora gente, não tenho dúvidas, porque aquilo é um corropio de entradas e saídas. Um táxi que vem todas as noites e um taxista que fica ao portão a falar com uma rapariga vestida de branco e máscara descartável que me faz desconfiar que é enfermeira. Uma rapariga de caracóis exuberantes que tresanda a tabaco e que sai de madrugada a bater o tacão pela calçada. Será a enfermeira? Atende o telemóvel que vai tocando estridentemente Kiss Me, Oh Kiss Me, do David Fonseca, irritada; vai gritando que está a ir, como se alguém que a visse tivesse dúvida. Os dois velhinhos que ali moram entram e saiem com os seus grandes carros, esperando cuidadosamente que os portões de fechem. O jardineiro de jardineiras verdes arruma e desarruma os carros e pouco mais que isso fará. Um cão rouco, talvez velhinho aparece de vez em quando a rosnar ao portão. O chilrear de passarinhos é o único ruído de vida feliz que ali há, mas tenho pensado se não será uma gravação própria de uma cascata de água que corre discretamete.
Para além dos passarinhos gravados, do cão rouco, dos velhinhos e da rapariga dos caracóis, existe uma senhora, talvez doente, que saiu um dia de carro, muito amparada, com a cara muito empoada para mal esconder o ar sofrido. Um dia destes, noite alta, fui surpreendida por uns gemidos de dor que vinham da única janela semi-aberta. Eram da senhora, não da suposta enfermeira. Agora não vejo vivalma na casa - ontem chegou o 112; os bombeiros atrapalhados para trsnportar uma maca por entre a luxuriosa vegetação e a senhora a gemer a cada passo dos homens. Tive pena dela. Tal como tiveram, a julgar pelo interesse que demonstraram, duas manas que isam a passar na rua e que olhavam, esperando ver quaquer coisa que levassem para contar. Seguiram o seu caminho mas tendo pensado melhor, voltaram para trás. Eram da mesma altura, da mesma idade, do mesmo pintado loiro do cabelo. Deixei-as a olhar o triste espectáculo. Um bombeiro gritava Ó Zé queres ajuda? Hoje não há movimentos nem estranhos nem normais por detrás das coisas verdes das varandas.

03 dezembro 2008

Os vivazes Vonveiros Voluntários do Vomvarral

s bês plos vês

Vasculhando, vi isto: "Os vivazes Vonveiros Voluntários do Vomvarral voltaram a envolver-se em verdadeira vronca: Vindos de Vraga vutaram uma vomva revestida de vosta de voi vravo na valada do Valvom. Os vizinhos das vizinhanças, vendo-se vorrados até às virilhas, vociferaram: Se voltarem a vir reventar vomvas revestidas de vosta de voi vravo na valada do Valvom, vamos verter em vocês vómitos de vonvons com vaunilha vermelha até as vossos votas verterem vocados de vanana verde!!! Ouviram vem?"

01 dezembro 2008

Mamma mia!

amma mia!
Estava eu decidida a passar um fim de tarde quentinho no cinema a ver o Ensaio sobre a Cegueira. Tinha hesitado, porque não gosto de musicais, mas chegada à bilheteira, pedi Mamma Mia! e não me arrependi. Não irei ver duas vezes como já ouvi muitas pessoas dizerem, mas o filme é genuinamente divertido. Para além das brilhantes interpretações daqueles daqueles corpos cinquentões cheínhos de jovialidade, agradou-me o argumento, banal mas muito bem conseguido a partir das letras dos Abba.
Divertido mas algo nostálgico, aspecto que não me costuma agradar, mas que é eficaz, a ver pelas reações das pessoas que trauteavam as canções que sabiam de cor e salteado. Ninguém arredou pé até se acender a luz - ver o Pierce Brosnan naquele fato piroso valeu a pena.

Fiquei a pensar como seria giro fazer coisa identica com o "Mingos e Os Samurais" do Rui Veloso. Daria uma pelicula hilariante, digo eu que conheço os ambientes.