30 março 2008

design and the elastic mind

esign and the elastic mind
é o nome de uma exposição que não posso ir ver amanhã... mas que tem uma fantástica versão online que é imperdível.
Está no MoMa - Museu de Arte Moderna, Nova Yorque.
Elephants Dream

29 março 2008

observação

bservação
Dizem-me por correio: "eles piscam juntos, eles movem-se juntos, eles riem juntos, eles choram juntos, eles vêem coisas juntos e eles dormem juntos, embora nunca se vejam um ao outro. A amizade é exactamente assim". Concordo com esta lamecha.

hipervideo

ipercuriosidade

A utilização crescente do vídeo e em particular em ambientes educativos fez dedicar-lhe um olhar que até agora não me tinha disposto fazer. Os conceitos de hipermedia e hipertexto já não antigos mas recentemente fala-se em hipervídeo. Assim como os sistemas hipermédia, que permitem flutuar dentro do mesmo documento ou entre documentos diferentes, também o hipervídeo dispõe de uma série de ligações que transportam o utilizador para outras fontes. Aparentemente, o processo é complexo, mas não é necessário procurar os hotspots, porque o problema é simplificado com a inserção de marcas que indicam a sua presença. Embora também não seja novo, o hipervídeo permite uma grande interactividade - já corre por aí o hipervídeo em conteúdos pedagógicos. Complicado será ter máquinas na escola cuja memória aguente a pressão de tantos dados. A minha, por exemplo, já se está a queixar dos excessos.
Existem hoje sítios totalmente construídos pelo utilizador tais como o incontornável youtube, blogs, fóruns, podcasts... A interacção permitida pelos actuais meios tecnológicos conduz à construção do conhecimento baseado na partilha de informação e de conhecimentos; o utilizador cria, publica, partilha e tem o retorno. Estou, portanto, a dar o exemplo - eu sou do tipo web2.0…

28 março 2008

o dia em que a minha pen morreu

dia em que a minha pen morreu

A dependência que criamos em relação aos suportes tecnológicos tem destes dissabores. Um dia um acidente destrói todas as horas que dedicamos a um qualquer projecto. Esse dia é sempre aquele em que tínhamos acabado de guardar coisas importantes e que, estupidamente, não guardamos noutro sítio. E é sempre quando nos preparávamos para o fazer, o que torna isto ainda mais absurdo.
Ainda não decidi o que lhe vou fazer, se a deponho no contentor amarelo na esperança que de que se venha tornar num objecto útil ou se a mando pela janela fora.

mexico

27 março 2008

1,2,3 ezperiência

,2,3, experiência

Tive ontem a oportunidade de testar um programa interessante que apregoa a fusão de funcionalidades de vários outros. Por razões opostas às que levaram à realização deste evento, patrocinado exclusivamente por uma marca de software, abstenho-me de a referir. A dita aplicação permite desenhar gráficos, organigramas, diagramas, mapas, esquemas, entre outros, substituindo vários com funções específicas (se bem que o que cada programa permite fazer depende em grande medida do objectivo do utilizador, dependendo isso do acabamento que queiramos dar à questão).
A aplicação disponibiliza diversas ferramentas (dizem) de fácil utilização mas não é tão intuitivo como isso, provavelmente para quem está pouco familiarizado com os procedimentos dos mais comuns programas de desenho.
A funcionalidade que me fez correr atrás dele é a facilidade prometida de conceber diagramas de branstorming. O conceito não é novo, nem sequer as ferramentas o são - lembro de, há cerca de dez anos ter utilizado um programa idêntico, tido na altura e no meio que integrava, como uma invenção sensacional. Dizia-se que era revolucionário no modo como permitia a representação gráfica das conexões mentais, sendo por isso utilizado na concepção de hipertexto e de páginas web. É verdade que os esquemas resultam graficamente interessantes, muito semelhantes estruturalmente aos esboços feitos à mão, mas faltar-lhe-á, claro, a expressividade.
O programa não é eficaz e é muito menos fiável quando usado numa representação que se quer rápida, feita ao ritmo da ideia - no facto de utilizar um computador para registar a informação, perde-se a espontaneidade subjacente a qualquer sessão de brainstorming, contrariando o próprio conceito de brainstorming. O máximo que se obtém desta função é o de “passar a limpo” o registo manual. Está disponível uma demo do programa mas há alternativas em open-source.

25 março 2008



padrões de vida

adrões de vida





Mais importante do que qualquer dito que qualquer bispo tenha emitido, é voltar a imagens que povoam a nossa vida e a algumas que nos acompanham desde sempre. A essas vale a pena voltar para fazer perdurar. Mesmo que ninguém garanta sobre a imortalidade destas mensagens digitais. As outras, reais, sabemos nós que mesmo que pareçam, não são eternas, embora creiamos que sim.

memórias de afectos - III

emórias de afectos - III

Curioso. É o termo que encontro para definir a minha exclamação ao deparar com esta imagem. Coisa para ter aí uns ... vinte e poucos anos (já?!) e que fiz quando ainda se usavam os arco-íris a torto e a direito. Recurso a que se volta, de novo, atendendo aos revivlismos. Registo-o, porque não irá sobreviver muito mais.

22 março 2008

afectos II

emórias de afectos - II



Palavras sábias com as quais me cruzei todos os dias de um homem que pagou com a vida a ousadia de as dizer. O senhor (bispo) chamava-se Alves Martins e pagou por defender que "a religião quer-se como o sal na comida: nem muito, nem pouco, apenas o necessário".


afectos

emórias de afectos - I
Fazia muitos anos que não via passar a procissão. Esta, em particular, em que a banda toca a mesma música de outrora. Nada de grandes alaridos como acontece em outros lugares; trata-se até de um acto discreto, não fosse o sonoro acompanhamento da banda. Acto solene, em que os andores se mantêm, inalterados, ignorantes do passar do tempo. Tal como o percurso, tal como as caras que a acompanham. Há coisas que não mudam, felizmente. Digo eu, porque me agradou rever e (re)ouvir (e gravar um episódio sem o mínimo de qualidade, enfim).

19 março 2008

um mistério

m mistério

Ao fim de muitos meses de tentativas frustradas em lhe escapar, acedi ao insistente pedido de uma amiga em ler, passar os olhos, consultar, abrir (!) este livro: O Segredo. E concluo, depois de lhe passar os olhos, que há coisas que não têm explicação. Porque é que é há meses o livro mais vendido? O top dos tops? Um livro que nos diz que temos que colar na parede um papelinho com as coisas que queremos que aconteçam na nossa vida. O facto de o recordarmos a toda a hora conduzirá à sua realização. Colemos uma nota: o dinheiro virá; dinheiro e mais dinheiro, como se isso fosse a solução para todos os infortúnios.

eu gosto é do verao

ejam lá quem forem
os personagens, ignorem-nos. Esta é a música mais divertida do panorama português e não tenho outra forma de vo-la mostrar. Enjoy it.

18 março 2008

recordações

ecordações

A porpósito do Conan, Angel (a culpada de tudo isto), lembrou-me Marco, o rapazito franzino cujo ombro é o poiso dum simpático macaquinho, que se torna no seu amigo fiel. Mas de meninos desgraçadinhos está povoada a minha infância: o Marco, a Heidi, a Pipi das Meias Altas (e outro macaquinho) e mais alguns de quem não me recordo agora, decerto vítimas de outros infortúnios.
O que vale é que alguém vai brincando com tudo isto: clicai AQUI para ver os Clã com o Gato Fedorento.
Adenda:
Não é possível ter-me esquecido o bonequinho que eu mais gostava. Noutros tempos, podria até achar que ele não me iria perdoar...

17 março 2008

acabadinho de descobrir:

cabadinho de descobrir:

Chuck Agro, pintor americano na casa dos cinquenta, pormenor de somenos importância.



coincidências ou acasos? a

oincidência ou acaso?

O modo como conduzimos a nossa existência (para não lhe chamar destino), leva-nos a caminhos que se cruzam de modo surpreendente. Coincidências ou eventualidades, coisas que habitualmente não fazemos, pessoas que habitualmente não encontramos, temas que julgávamos esquecidos, vemos surgir no nosso caminho sem que tenhamos posto empenho nisso; porque nós o favorecemos, com certeza (falo no plural porque aposto que isto não me acontece só a mim, mas se estiver enganada, digam, sim?). E depois desses cruzamentos, novas coisas acontecem. Mau seria se destas convergências não saísse nada...

Vem isto a propósito de retomar um assunto ao qual não voltava há anos. Não sou aficionada da BD como algumas pessoas que tenho conhecido; elas sempre me acompanharam, guardo algumas, devorei muitas; algumas, vezes sem conta, mas não ao ponto de as ter como paixão. Muitas, conheci-as por meio da obra de alguns pintores. Não estava por isso, previsto voltar a interessar-me. E e eis que, por uma série de situações, ela me vem parar às mãos e fazer envolver-me (a publicação no Público para isso contribuiu!). Embora anualmente leve os meus alunos a desenvolver o tema, nunca tinha transbordado o contexto de aula. Ora como é verdade que estamos em constante aprendizagem, não podia deixar escapar esta nova oportunidade...

Depois, descubro que, pessoas com quem me cruzo diariamente, têm gostos semelhantes, mas não apregoados, também por mero acaso. Descubro que têm, no seu passado (alguns no presente) bds de referência.
Zorbas, isto é para ti:
Again with the comics; Twin Earths.

16 março 2008

tintin reading


RoyLichtenstein afirmava que Hergé foi uma das suas maiores influências. Tanto ele como Andy Warhol sofreram assumidamente influências da bd.
Olhando para a imagem, não custa a crer.

"Tintin Reading"
Roy Lichtenstein
lithograph
9" x 5" inches
(capa
do conto Tintin in the New World (1993) de Frederic Tuten)

infos



















Concurso Lisboa à Letra 2008
Aqui está uma iniciativa interessante à qual, por questões inerentes à minha data de nascimento e apenas por isso... estou impossibilitada de concorrer.
Fica o registo para quem goste. Se não gostarem... olhem... vão à fava.

Mas, não indo, aqui fica mais uma informação: a Feira do Livro Manuseado já foi. O tempo passou e nem dei por ela.

cenários bizarros

enários bizarros de um domingo de corrida. Não lhes invejo uma pinga de suor (que sou avessa a corridas, por estranho que possa parecer). Invejo apenas a possibilidade de ver Lisboa de um posto que só daquele modo se consegue. Talvez para o ano, quem sabe, me dê ao trabalho de levantar de madrugada, ser uma das últimas e poder contemplar a paisagem. Registe-se agora o facto raro: a ponte completamente vazia; o antes, o durante e o depois.

15 março 2008

flor

descobertas

escobertas
interessantes não acontecem todos os dias. Há muito que oiço esta voz e recentemente esta música - Dream on Girl, sem associá-la à voz que acompanha David Fonseca. Rita RedShoes tem uma voz limpa e o tempo dirá se se vai manter tão hot quanto os sapatos e tão inspirada assim.

Outra descoberta que me espantou foi a de que os Waterboys actuaram ontem por cá, esgotaram bilhetes e vão voltar! Nunca percebi que encanto tem aquela voz (a que a minha avó chamaria) de "cana rachada" que se mistura no chiar incessante de violinos irritantes e repetitivos, como em The Whole of the Moon. Conseguem parecer que batem em tantas latas como os Police no tempo do Message in a bottle; quase superam a voz esganiçada do Sting. Que graça tem isto?
Tem muita graça porque ironicamente, mais gente que estes todos consegue reunir Tony, na sua fulgurante Carreira, perseguido por mulheres que seguem todos os passinhos que dá. Não se pode ignorá-lo, ele faz parte das nossas vidas!

de molho














Depois de uns dias de molho, o regresso