e volta ao mundo normal


e volta ao mundo normal


onversas elevadas
lado snob das minhas férias
Desde que, ha uns meses largos, me vi em apuros para escolher entre um bife tàrtaro com molho aos frades ou escalopes à irmao Bernardo, na Trindade, nao me era dado escolher num menù tao aprimorado quanto o da noite passada. A diferença entre uma lasagna tricolore alla Giuseppe Verdi e um violino de maiale alla Paganini era a de que o tocador do referido instrumento ora se colocava junto ao piano ora passava entre os convivas enquanto estes comiam o lombo de porco assado. Existe outra diferença substancial: aqui onde me encontro nao direi mal do bife porque là nisso, a cozinha é perfeita e alèm do mais, nao pretendo escolher nada - alguém o faça por mim.
Hà também algum tempo (desde os tempos idos na cote d'azur) que nao convivia de perto com tanta soberba e snobismo juntos no mesmo metro quadrado de planeta.
raída pelo coração - Parte I (novela, ou lá o que é, inspirada pela vida real e contada ao jeito do Corin Tellado)
Sissi anda triste e são vésperas de natal: uma directiva da mãe proíbe-a de sair de casa sozinha.
Lembra-me o tempo em que eu mesma me zangava com a minha mãe porque ela não me deixava cumprir as combinações que fizera de véspera com as minhas amigas. Eram dias de sofrida angústia, parecia que acabava o mundo. Não havia, a meu ver, nada que o justificasse e a minha mãe nunca foi pessoa para explicar as suas razões.
Sissi angustia, pede ajuda mas ninguém lhe pode valer, ordem de mãe é para cumprir. O problema reside na nova paixão, por quem ela tem uma grande inclinação: ao rapaz faltam-lhe uns bons centímetros à altura e não cumpre outros requisitos exigidos para o cargo. O preconceito leva à rejeição de treinadores de futebol ou de outro desporto por muito elitista que seja e este tem a sorte de ser um desses. Sissi está, portanto, em maus lençóis, até porque tinha preferido manter o segredo, pois já adivinhava os conflitos. Um dia, desconfiada, a mãe apareceu-lhe ao caminho e desde então acabou-se o sossego naquela casa. A falta de transparência paga-se caro e Sissi vive atormentada entre o seu querer e o querer da mãe, que espera pelo Natal para discutir a questão com a G. Há mães assim, que não conseguem tomar decisões sem o conluio de outros e filhas que não têm como ir contra elas. G está furiosa, porque havendo tanto rapaz disponível, não havia necessidade de haver tamanha inclinação. E que tem G a ver com isto? Ora G é uma pessoa com um coração do tamanho da conta bancária, que preenche com muito e árduo trabalho, e que tem estado sempre presente nos momentos difíceis. Sente-se portanto, com o direito de opinar e intervir sobre tudo aquilo que se passa com Sissi, principalmente no que diz respeito à sua vida sentimental - aquela vertente da vida capaz de mais vezes hipotecar o futuro de certas raparigas.
Sissi aproveitava os bocadinhos sozinha para comunicar com o namorado e os momentos mais agradáveis quem lhos proporcionava era o Bobby, o seu melhor, único e confidente amigo, que a acompanhava para toda a parte e que tinha o seu relógio intestinal programado para tarde, depois de jantar. Sissi punha a sua vida em dia na companhia do cão, que se revelava ser extremamente compenetrado no papel que lhe coubera – nunca contou nada a ninguém. Agora é a mãe que o passeia e se Sissi quer ir, ela acompanha-a; o telemóvel devidamente resguardado no bolso das calças.
Ser jovem é uma chatice redobrada quando há perfis traçados pelos outros. Sissi terá em breve que fazer opções. Prevejo-lhe um natal estranho, difícil e uma passagem de ano pouco divertida, já que se foram por água abaixo os seus planos para começar o novo ano com os afectos bem-aventurados do namorado, que a trata como a uma princesa.
(continua para o ano)
minha rua sossegada
são, o filme morreu e desisti.
á dias assim,
oluntária por umas horas
roblemas
jogo da sombra num sopro de inverno
Calhou conhecer um dia destes o mais recente livro do aclamado C.R.Zafón, de quem se dizia não conseguir nunca mais escrever um livro tão bom como A Sombra do Vento.
militudes entre as duas capas - a mesma atmosfera, o mesmo ambiente enigmático, os mesmos postes que iluminam Barcelona. O texto alinhado à esquerda, o nome a negro e o título colorido; sendo do mesmo autor, não me surpreende.
a casa das coisas verdes
s bês plos vês
amma mia!
Para além das brilhantes interpretações daqueles daqueles corpos cinquentões cheínhos de jovialidade, agradou-me o argumento, banal mas muito bem conseguido a partir das letras dos Abba.