ejo que ouve muito melhor!29 janeiro 2009
bom saber que há alguém que apregoa assim esta mensagem pungente. Não aconselho a pessoas sensíveis, incluindo a mim própria, de tal modo que aqui deixo apenas as ligações para estas senhoras que se preocupam com os animais: Avril Lavigne e Melanie C.
27 janeiro 2009
ma boa surpresa foi o que tive hoje.
Havia uns valentes anos, custa-me dizer quantos-), que não ouvia este disco. Sim, é bom dizer disco, porque tanto quanto me lembro, toquei o vinil vezes sem conta. Trouxe-m'o à memória um colega, enquanto eu tirava fotocópias.

Embora o tempo de permeio, descobri que as poucas letras (com música) ainda estão fresquinhas na memória.
A milhas do estigma do desprezível I just called to say I love you e mais recentemente da ideia peregrina do hino, chamemos-lhe, Obamês, SW teve nesta banda sonora um momento de rara sensibilidade.
Journey Through the Life of Plants, de 1979, é um disco fantástico que ilustra um documentário baseado com o mesmo nome; faz um uso, anormal para a época, de sintetizadores e é quase todo instrumental. Quem quiser ouvir compre se encontrar ou peça ao Guerra. Ou a mim, que vou já copiá-lo.
PS: contrariamente ao que seria normal, nada de youtubes - a qualidade é péssima.
á e são verdesPonha-se uma pessoa no meio da rua à procura de um balcão da Tranquilidade. Uma pessoa esque


25 janeiro 2009
raída pelo coração - III (a parte em que de corin tellado passa a novela mexicana)
Chegamos à parte complicada da história. Acicatada pela mãe, G, com nítidos tiques e sinais de pouca saúde, pressionou Sissi dias a fio; as longas conversas que começavam por assuntos inúteis desembocavam invariavelmente nas aptidões inexistentes de Pêpê. Continuavam a ver-se de fugida, apenas refugiados no passeio nocturno do cão, quando os olhares acutilantes dos conhecidos lhe permitiam. Sempre rápido, sempre a fugir. Ele não percebia nada; não lhe fazia sentido o que lhe contava, mas ela não podia contar tudo porque não queria feri-lo. Ninguém podia dizer qual era o verdadeiro centro da discórdia: o tamanho? O ridículo? A ocupação? A falta dela? E ninguém o via com olhos dela, ninguém conseguia compreender a força daquela paixão. Não viam ou não queriam ver?
Sissi não encontrava solução, apenas soluços. Quando optou por eles é que as coisas começaram a estragar-se, porque ela deixou de conseguir responder a tanta pergunta. Tinha que encontrar um caminho e pouco tempo para o fazer; perdê-lo estava fora de questão, fugir com ele idem, por não ter para onde nem como viver de quê. Kiki (nome querido por ter sido posto por um namorado), tentava ajudar a manter o equilíbrio às escondidas e partilhava com Zari o ombro onde Sissi chorava. Um ombro nunca foi suficiente para manter o equilíbrio e o peso aumentava. E cresceu até chegar ao ponto em que Sissi se encontrou sozinha num beco sem saída - era de hoje para amanhã, ela tinha que decidir.
Não conseguiu, achou a sua existência inútil, viu-se um peso no mundo e achou que resolvia o problema com meia dúzia de doses dum remédio que tinha lido em tempos num blogue; ainda lhe restavam umas garrafas de whisky do seu falecido pai... que falecera fazia anos, precisamente, sem tirar nem pôr.
Era meio dia, Sissi não se levantara para levar o cão à rua. A mãe abanou-a sucessivamente sem resultado. Assustou-se, desconfiou que só o rapaz lhe poderia ter feito mal, nem que fosse por artes mágicas, já que não entrara lá em casa. Sim, enquanto for dona da sua vontade, Pêpê não há-de pôr lá o seu pequeno pé. Telefonou à G, alertando-a, e chamem uma ambulância!
E Sissi lá foi, anestesiada para a vida e para a sua tamanha dor, indiferente aos chamamentos da mãe e dos paramédicos. Passou uma noite sob vigilância, que cessou passado um dia. Vinte e quatro longas horas de profunda sonolência para acordar com a voz entaramelada e encontrar o seu mundo como o deixou: a mesma impossibilidade, a mesma angústia, a mesma ausência. Perguntava que dia era, que tempo fazia, o que acontecera que não viu o Prison Break. Onde estava Pêpê.
Os problemas agigantaram-se conforme ia ouvindo melhor a mãe contar a uma amiga o que acontecera; embalada pela conversa, a mãe falava, falava, falava como habitualmente, sem pausar..."não acha?". Foi então que percebeu que o telefone estivera mudo o tempo todo, totalmente falho de energia.
Sissi entristecia e assim foi ficando até se ver em casa, numa tristeza profunda que depressa passou a revolta. Iria continuar a dormir ainda durante muito tempo mas apenas queria saber dele, que lhe dissessem qualquer coisinha que fosse. Kiki ouvia uma, ouvia outra e a outra; era como um ttttúmbalo (tal como lhe disse, passando o dedo sobre os lábios, o brasileiro que lhe serviu o jantar de véspera) em que se pode confiar. Dizem...
23 janeiro 2009
i a minha vida (passada)Talvez eu também tenha tido uma vida passada que explique a minha vida presente. Só isso justifica porque é que tanta coisa esquisita vem ao meu encontr
o.Confesso que cheguei hoje a confessar que terei sido um confessionário. Pus a hipótese de ter sido daqueles que estão nas igrejas centenas de anos a fio, que ouvem todas as conversas e sobre os quais as pessoas se ajoelham para lhe segredar coisas estranhas. Pois, mas alguém me recordou que, a ser confessionário, sou-o na minha vida actual. Calei-me, porque é verdade que hoje pouco mais fiz do que sentir-me sugada por uma espiral de confissões das que requerem penitência. Mas quem sou eu para dar disso?
Isso lembra-me o que queria dizer quando comecei este post: que estou em crer que terei sido na idade média um monge copista. Fascinam-se as canetas, os aparos, as tintas, a caligrafia, as iluminuras, o papel, os ambientes conventuais. E sim, também os pouco convencionais.
20 janeiro 2009
dos diários gráficos voltou. Talvez por causa da edição de alguns também na moda diários de viagem.
Nas escolas tenta-se que os alunos apreciem o conceito, o apliquem e o divulguem. A maior parte, limita-se a "achar giro".
Não posso deixar de indicar alguns endereços, quase todos de qualidade (no meu estrito ponto de vista).
Desenhos do Dia
Urban Sketchers
Diários Gráficos da Escola
In Viaggio col Taccuino
Nas escolas tenta-se que os alunos apreciem o conceito, o apliquem e o divulguem. A maior parte, limita-se a "achar giro".Não posso deixar de indicar alguns endereços, quase todos de qualidade (no meu estrito ponto de vista).
Desenhos do Dia
Urban Sketchers
Diários Gráficos da Escola
In Viaggio col Taccuino
19 janeiro 2009
15 janeiro 2009
gência janota de notícias Pode ver-se o projecto aqui.
2. - Para gáudio meu e satisfação dos meus cinco leitores, manterei o actual layout deste blogue. Contando que seja bom presságio, talvez vigore em 2009.
13 janeiro 2009
edicatória, por assim dizerMaria é o motor de uma família original. Tem um sentido de humor particular, hospitalidade e um coração generoso anormais; tem uma energia infindável e uma tendência particular para acidentes - de pouca monta, mas que não deixam de o ser porque saem fora da normalidade.
Imagine-se uma casa habitada por cinco pessoas e um cão velhote que não faz mais do que derreter a neve que ladeia as árvores com o seu chichi quentinho e encher os caminhos com a terra que esgravata dos canteiros - esse está, portanto, fora de circulação e remetido a uma casota no quintal.
De resto, o movimento é constante - os próprios habitantes ou os amigos que ali acorrem; o cão que se desloca sem sair do mesmo sítio, os carros e as motas a entrar e a sair; a própria casa parece mover-se de vez em quando. É fácil, portanto, perceber que numa casa assim, tudo funcione ao mesmo tempo, o cão, as pessoas, as máquinas. Está bem, pára-se para dormir, mas não por muito tempo.
Se eu própria tenho sido severa e bastas vezes criticada porque o faço frequentemente (o que no ponto de vista de algumas pessoas é um erro crasso que impede que se faça seja o que for bem feito), Maria exagera no que toca a fazer diversas coisas ao mesmo tempo. Digo em abono da verdade, que não conheço mais ninguém com tamanha capacidade e velocidade, só que, neste caso, os acidentes multiplicam-se. Deixar três panelas ao lume ao mesmo tempo, enquanto ao mesmo tempo mete uma máquina de roupa a lavar, outra a secar e outra a lavar a loiça com onde se há-de comer o almoço que acabou de sair do frigorífico, conduz fatalmente ao esturricanço do próprio almoço que entretanto ficou esquecido. Tamanha sobrecarga leva frequentemente ao colapso do quadro eléctrico, dotado duma potencia anormal já para prevenir estes acidentes, mas que nunca é suficiente. As máquinas tem todas a mesma particularidade: são todas de má qualidade, por muito dinheiro que custem. Os talheres ou os pratos são todos diferentes, não porque Maria queira seguir a moda na mesa, mas simplesmente porque os conjunto duram pouco tempo. Por artes mágicas, sem explicação, partem-se. Porque não são lá grande coisa. Os tachos perdem as asas e os testos e acontece esta coisa única: as panelas partem-se. Tudo porque também não valem nada. Obviamente,na casa da Maria, nada morre de velhice nem de morte natural.
Como se não bastasse o trabalho de manter organizada uma casa concebida em altura, cheia de escadas e recantos, Maria dedica-se ao voluntariado na pequena povoação onde vive. Isso faz dela uma pessoa encantadora para muitos mas solicitada por todos; está claro que isso leva a exageros no que toca a pedidos de colaboração aqui e ali. A maior parte das pessoas não sabe enxergar os limite do seu abuso.
Maria vive, portanto, sempre, no limite da velocidade quer ande a pé quer de carro, que não é poupado ao trabalho - é ele quem sofre as consequências no atraso do portão cuja abertura automática é lenta demais para tamanha pressa e a sua capacidade é sempre pequena para tanta coisa que se ser transportar.
É difícil uma pessoa dar-se com uma pessoa assim? Não, não é, desde que se entre na onda. Tal como quando saltávamos à corda a pares: tem que se entrar na altura certa para evitar tropeçar.
Se alguém, ao ler estas linhas pensar "quem és tu para falar desta", devo dizer desde já: qualquer semelhança entre nós é pura coincidência. Eu sou uma aprendiz.
12 janeiro 2009
gato atrevidoHoje foi dia de uma visita inoportuna. Tinha à minha espera um gato preto, de grandes e bonitos olhos amarelos, preso entre a janela fechada e a grade. O bichano miava apavorado, porque o único sítio para onde lhe dava jeito saltar era onde se pa
Não tenho especial predilecção por gatos. Gosto muito deles quando são pequeninos mas a graciosidade e a promessa de meiguices parecem desaparecer conforme crescem.
O gato era jovem e eu não podia deixá-lo ali. Calcei as luvas, muni-me de uma malga com comida de cão e abri a janela aos poucos. O gato foi cheirando e a medo foi-se esgueirando para dentro. Aos poucos, conduzi-o para o quintal, onde já estava a projectar um cantinho para o resguardar da fera Lolita :) . Água, comida e uma mantinha, até encontrar o dono, pensei. Até encontrar dono...escrevinhei uma mensagem e meti-a na porta do andar de cima, onde sei que habitam gatos. E resultou: não tardou muito que a vizinha acudisse e buscar a Safira, assim se chamava a felina a quem nem consegui identificar o sexo.
A senhora, como disse, entrou para buscá-la; estremeci... não sabia como cheirava (a senhora), mas afinal pareceu-me lavadinha. Diz-se que é uma recolectora, que guarda tudo quanto apanha, seja de que espécie for, que colecciona gatos que chegam à conta de vinte. Isto tudo e dois cães esgrouviados que me pregam grandes sustos. Dizem que tem os dias contados por aqui, que a vão pôr a andar por fazer má vizinhança. A mim não me incomoda, desde que não atire os gatos para a minha janela...
11 janeiro 2009
inda há disto!Almoçar num domingo que quebra o jejum de sol quentinho com a minha mãe e outros amigos do peito, com a idade dos meus pais num sítio dos antigos, é uma experiência que aprecio.
Publicidade à parte, a SMUP oferece refeições óptimas a um preço justíssimo. Sendo domingo, ao fim há matinée dançante no andar de cima, pela módica quantia de duas valsas. Barato, mas que isto não chegue aos ouvidos do Strauss.
aretas
É sempre bom ver coisas novas. Ora aqui está um nome que eu nunca tinha ouvido: Jerzy Czerniawski. Um nome tão estranho como a sua obra que balança entre a pintura e o poster. Aqui há mais.
10 janeiro 2009
raída pelo coração - parte IICada vez mais ao estilo Corin Tellado, esta novela ainda tem muitos episódios pela frente, mas temo que não me seja dado ver todos, pelo menos dentro do meu tempo útil de vida. Hav
erá outro tempo, quiçá longo, de tempo de vida inútil que será quando já não tiver coragem para contar histórias, nem destas nem de outras.Nem o menino Jesus nem o ano novo trouxeram a Sissi a calmaria de que tanto precisava para dar asas à sua paixão. Já mais marreca por efeito da inclinação que mantém pelo rapaz, aguardou a presença da G e secretamente rezava para que o primeiro encontro corresse bem. Estudou-o minuciosamente, inventou cenários e no dia marcado, ele apareceu como que por acaso. E o pior aconteceu. Um porta-chaves?, dizia G., para que serve um bailarino desses?
Sissi sentiu as pernas dobrarem-se sem querer, um nó subiu-lhe pela barriga mas conteve-se. Despediu-se com vontade de o abraçar e continuou com G, tentando manter-se indiferente. É feio, não tem uma profissão capaz..."Não, não terás o meu apoio. Se quiseres manter isso, o problema é teu, mas mantêm-o distância quando eu cá estiver. Para já, dedica-te ao estudo, que é para isso que cá andas". Viver a vida sem amor, de que serve? pergunta-se Sissi. Estudar para ter boas notas, aturar as fantasias da mãe, dar banho à avó, passear o cão que morde à tia. De que vale tudo isso? Obrigações, contrariedades, problemas, responsabilidades. É ao pé dele que é princesa, é ele que a compreende e que lhe dá apoio. E ainda por cima ele gosta do cão. Ela não sabe, mas foi o inocente cão que deu as mais comprometedoras pistas daquele namoro, coitado; o abanar alegre da cauda ao ver o rapaz aproximar-se de carro foi fatal. Agora Sissi chora amiúde, alegando uma constipação em que muitos acreditam porque está frio. Não é só porque o mundo está contra ela, é porque tem saudades do pouco tempo em que foi feliz, mas mais mais is porque ele não pode saber porque é que ela anda triste. E por aqui me fico, que estou quase a chorar.
09 janeiro 2009
aleu a pena?Tudo indica que terá valido o esforço. Quando estava quase a desistir, descubro que anterior estrutura parece estar recuperada. Apesar disso, deixo uma sugestão quem quiser optar por outro navegador: o Firefox ou o Safari (a meu ver, qualquer um é melhor do que o IE).
Agora que lhe lavei a cara, vou esquecer que alguma vez este blogue teve outro aspecto. É a vida...
07 janeiro 2009
Morris de que já me tinha esquecidoÀs vezes é preciso que alguém nos relembre coisas nas quais não pensávamos há tempo e nem lembrávamos que existem. A propósito de uma ajudinha que tenho vindo a prestar, assim aconteceu co
m este nome, William Morris, autor de cuja obra sou fã. Fundador do movimento Arts and Crafts e Pré-Rafaelita, Morris foi responsável por alguns dos conceitos mais puros e bonitos do design (longe daquele que hoje nos impingem).Admiro não só a atmosfera da sua pintura enigmática mas também o trabalho tipografico; os padrões dos primeiros papéis de parede industriais fazem-me sonhar com casas acolhedoras... Piroso? Não! Lindo!

William Morris, design for Acanthus wallpaper, 1874. Museum Number: Circ.297-1955

William Morris, Guinevere, 1858
tchim!Irritam-me os alertas com que bombardeiam a toda a hora. Alerta amarelo e laranja por dá cá aquela palha. Sempre houve frio, chuva e neve, sempre se engriparam as pessoas. Sempre acorreram aos hospitais em bando. Querem que fiquemos mais paranóicos do que já somos.
Pois bem, irritaram-me tanto que aqui estou, vítima de um alerta amarelo com que me esbarrei ontem. Graças a uma certa e determinada mézinha que uma Angel me deu, amanhã estarei de novo alerta. A receita aqui fica: ponha-se num dedo ou dois de whisky uma colher de chá de mel e sumo de meio limão; leve-se 30 segundos ao microondas e beba-se antes de deitar. Não há alerta amarelo que resista, juro.
04 janeiro 2009
ara começarPassou um dia desde que levantei os pés no chão e os pus na parede.
O voo atrasado uma hora devido ao intenso tráfego sobre França com os 180 passageiros dentro do avião, sentada num dos últimos seis lugares não é lá grande experiência - Portugal estava coberto por uma camada compacta de nuvens que faziam o aparelho abanar um bocado mais do que devia; seguiu-se mais uma hora para levantar as malas e meia até chegar a casa.
Há porém amigas perseverantes que esperaram firmes pelo meu regresso e que fizeram questão de me receber; não é todos os dias que se regressa e não é toda a gente que tem direito a ter amigas assim.
Seguiu-se o desembalar que é a parte pior das férias. Não, não. Há outra: aquela em que constatamos que as coisas estão exactamente como as deixámos. Por exemplo: ninguém leu por mim as vinte e uma páginas do documento que tem que estar analisado atá daqui a pouco, pela manhã. Assim como ninguém preparou por mim as aulas de amanhã, o que não acho nada bem. E o pior é que ninguém foi ali à CGD buscar o meu cartão que ficou preso na máquina multibanco no dia da partida. Parece impossível.
02 janeiro 2009
gente que a gente conheceÉ da tradição familiar fazer amigos nas paragens que visitamos durante as férias. Não que se tornem amigos para sempre, que os conheçamos bem, ou sequer que cheguemos a trocar uma só palavra com eles - sim, na maior parte das vezes limitamo-nos a observá-los bem de longe. O que têm esses amigalhaços de comum é que um dia se cruzaram connosco e nos proporcionaram momentos divertidos. Desde sempre assim foi. A Possante, o Jorge das Lulas, o Caretas, o Max, o Pêlo de Chiba, o Caixinha Azul, são personagens que retivemos e que ainda hoje sabemos IMperfeitamente quem são, onde estavam e o que faziam.
Para cumprir a tradição, neste natal e fim de ano tivemos a sorte de conhecer o Orelhas, exímio dançarino que parecia viver para brilhar no salão e que tinha umas orelhas compridas de onde saiam dois tufos negros, incapazes contudo, de afugentar par. Para lhe fazer frente havia o Xico Bailarino, fotógrafo residente do hotel que não perdia um momento para exibir os seus dotes de dança que parecia desenvolver sobre patins; o sorriso de orelha a orelha, de par em par, portanto, revelavam o narcisismo sem par. Minto, rivalizava com o próprio par, uma mulher baixinha, de cabelo platinado que se deliciava a olhar para os par de olhinhos juntinhos sobre o nariz do Xico Bailarino.
Amiúde, jantámos com o Rui Reininho, pai de um extenso rol de filhos, que se sentava na mesa ao lado e que era servido pelo Vasco Santana, moço roliço a quem as riscas de gondoleiro faziam rebolar mais.
Ali para os lados de Benfica, fomos servido pelo Cantinflas, personagem que todos recordamos de algum lado mas que ninguém sabia bem de onde. Da televisão, mas há muitos anos e a preto e branco, ao contário deste, de bochechas bem rosadas mas sem o célebre bigodito.
Daqui de conclui esta coisa estúpida, é que em todo o lado, temos pretexto para sorrir, nem que seja à custa dos outros.
ao-se alvissaras a quem descobrir o que se passa neste blog. Para quem se interesse, solicito que escreva na caixa de pesquisa qualquer coisa como "coisas verdes"; verà que, em retorno, a pàgina de retorno apresentarà nao sò os resultados da pesquisa como tambèm a margem direita entretanto eclipsada. Està claro que nao tardarà muito a acontecer aqui uma revoluçao que poderà levar ao desaparecimento do bisnaga janota. A ver vamos, haja tempo.
01 janeiro 2009
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